O exacerbamento tecnológico vivenciado no mundo pelas últimas décadas vem barateando os custos dispendidos por um indivíduo para se inserir no contexto social atual; é trivial, nos dias de hoje, o acesso à internet e outras formas de mídia e comunicação. O problema real está no modo como as pessoas utilizam a rede e, mais profundamente, em como os órgãos apropriam-se do uso comum à Internet.
Como assim? A rede é inundada com recursos lúdicos para que a população de um modo geral sinta-se segura o bastante com ela a ponto de dividir certas informações pessoais, tanto de perfil psicológico quanto social. O público sente-se seguro, até certa maneira, porque acredita que tais informações são compartilhadas com, no máximo, sua rede de amigos. O que acontece de fato é que as tais empresas detentoras das redes sociais as quais todos acessam, não obstante, sentem-se no direito de captar algumas informações de cada usuário para, por exemplo, lançar propagandas diferentes, de acordo com o perfil de cada pessoa.
Redes sociais como o Facebook apresentam anúncios de empresas diversas que pagam para que o site mostre suas ofertas a publicos definidos, de áreas determinadas, etc. Mais da metade dos internautas difunde, de alguma maneira, informação própria - o que, de acordo com o modo ao qual a internet está configuarada pode parecer normal, mas a verdade é que não há garantia nenhuma, a ninguém, de privacidade ao utilizá-la.
Os indivíduos devem portar-se bem, sim, na hora de utilizar os recursos da Internet, para evitar que informações desnecessárias e pessoais caiam em domínio público. A postura que mais deve alterar, porém, é a dessas redes e empresas que, de modo silencioso, traçam em seus dados detalhes sobre a vida de todos. Se cada um tem direito a privacidade, que ela seja respeitada, ou daqui há algum tempo, "privacidade" terá significado utópico, podendo ser meramente apreciada frente a um dicionário.
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